Você está preparado para ser demitido?

Se tem uma coisa que essa recessão nos mostrou é que muitos profissionais se acomodaram em suas “pseudo” estabilidades profissionais, deixando de lado questões importantes relacionadas à manutenção empregabilidade.

Vemos com frequência profissionais que passaram anos, ou mesmo décadas, empregados em uma única empresa, serem demitidos “inesperadamente” e, descobrem que sequer possuem um Currículo (ou está bem desatualizado), quem dirá uma rede de relacionamentos bem cultivada, ou mesmo um bom perfil no LinkedIn. O mercado vem se transformando rapidamente e a forma de contratar também. Muitos ficam atônitos, sem saber por onde começar a busca por uma nova oportunidade.

Por isso, cuide da sua imagem no mercado de trabalho, cultive bons relacionamentos profissionais e invista tempo em cuidar e manter atualizada aquela marca que te acompanhará por toda sua carreira: a sua!

Relacionamento é via de mão dupla!

Ou seja, os contatos que você cultivar servirão para lhe ajudar em diferentes situações, mas também, devem ver em você alguém com quem podem contar. Seja para troca de experiências e conhecimentos, seja para solicitar e oferecer ajuda. E é por isso que na sua network o que vale é qualidade das relações e não a quantidade de pessoas que você diz que conhece.

Para isso, é fundamental manter sua rede viva, através de contatos periódicos, cafés, almoços e lembranças em datas especiais, entre muitas outras possibilidades. Porém, cuidado com mensagens prontas! Uma boa rede de relacionamento é formada através de interesses em comum e do contato cuidadoso e personalizado com cada uma das pessoas que a compõem. É preciso gerar confiança, para que quem está do outro lado não pense que você só o procura quando precisa!

Com que frequência você atualiza seu currículo?

Pois saiba que manter o CV atualizado não serve somente para tê-lo prontinho sempre que se identificar uma oportunidade de trabalho batendo à sua porta.

Olhar para o seu Currículo, na verdade, é uma excelente oportunidade para uma reflexão e identificar como foi sua evolução no último ano: “Subi um degrau na carreira?”; “Fiz cursos de atualização?”; “Aprendi coisas novas?”; “Desenvolvi e entreguei novos projetos?”

O currículo é o documento onde está compilado o que é mais importante em sua trajetória profissional e o ideal é que, através dele, seja possível enxergar a evolução de sua carreira. Afinal, se nada mudou no último ano, pode significar que alguma coisa está errada! Não que seja obrigatório subir de posição a cada ano. Mas a sua evolução como profissional vai muito além dos cargos que ocupa. Olhe para o seu CV e entenda se não é a hora de fazer novos cursos, especializações ou intercâmbios e se envolver em projetos diferentes na organização.

O que escolher? Maternidade ou Carreira?

É comum mulheres optarem por se afastar do trabalho por um tempo determinado em função do nascimento e primeiros anos da infância de seus filhos. Mas, uma questão que é importante considerar ao tomar essa decisão é pensar qual estratégia irá adotar para retornar ao mercado de trabalho após esse período.

Os empecilhos para seu retorno podem ser muitos e provenientes de ambos os lados. Suas próprias limitações relacionadas ao tempo, baixa disponibilidade para viagens a trabalho, dificuldade em manter a dupla jornada, falta de atualização, dentre outros.

Por outro lado, muitas empresas ainda têm preconceitos em relação a este período fora do mercado e, em relação à ideia de que poderão contar menos com essas profissionais devido aos compromissos com os filhos pequenos. Por sorte, nem todas as empresas pensam assim, mas não significa que você não deva se preparar para seu retorno.

Por isso, ao tomar essa decisão é importante um planejamento para o período: financeiro, familiar e de carreira. A dedicação à maternidade não precisa excluir sua vida profissional. Você pode aproveitar esse período para colocar a leitura em dia, estudar, realizar cursos (EAD’s, por exemplo), além de se manter atualizada sobre o mercado de trabalho e sua área de atuação.

Enfim, ser mãe não significa abrir mão de sua carreira. É possível conciliar as duas coisas e aproveitar o que tem melhor em cada uma delas.

Competências do Futuro

Um estudo realizado pelo Fórum Econômico Mundial, são apontadas 10 competências fundamentais para os profissionais do futuro:

  • Capacidade de resolução de problemas complexos;
  • Pensamento crítico; Criatividade;
  • Gestão de pessoas; Coordenação; Inteligência emocional;
  • Capacidade de julgamento e tomada de decisão;
  • Orientação para servir;
  • Negociação;
  • Flexibilidade Cognitiva.

Num mercado 4.0, temos que encarar a tecnologia como parceiro de trabalho e que está, aos poucos, substituindo as atividades operacionais realizadas por humanos.

Nessa nova realidade, ficar preso a rotinas, levantamento de dados e relatórios manuais, deixará você obsoleto, pois a máquina fará isso para você.

Esta aí a oportunidade, o profissional do futuro terá que explorar, desenvolver e utilizar competências humanas mais complexas e avançadas.

Não consigo encontrar trabalho!

É comum encontrar profissionais que estão há meses buscando uma recolocação, sem sucesso. Muitos, bem qualificados, mas que sequer são chamados para entrevistas e, quando são, não são aprovados.

Com as constantes negativas e o tempo passando, tem-se a percepção de que as opções se esgotaram e a sensação de impotência toma conta, o que prejudica ainda mais suas chances.

É importante saber que as opções nunca se esgotam. Faça uma pausa para olhar para o que você tem feito até aqui. Que ações tiveram resultados melhores; o que não funcionou; o que pode fazer diferente; e, o que você ainda não fez.

Tenha autocrítica e seja sincero consigo mesmo. Avalie suas estratégias: seu currículo está atraente, mostra seus resultados; você está se candidatando a vagas no seu perfil, está usando sua rede de relacionamento; como está sua performance em entrevista?

Cada ação realizada, independentemente do resultado, é uma oportunidade de aprendizado. Não se cobre demais, mas também não ignore suas falhas. Pense “fora caixa”, mude a estratégia quantas vezes forem necessárias até atingir seu objetivo.

Converse com amigos, se precisar, peça ajuda e não se deixe abater.

Quanto você está preparado para competir por uma vaga?

Por: Rômulo Machado

Participei recentemente de minha primeira corrida de rua, e o que me chamou a atenção foi o espírito dos participantes, não havia clima de competição, todo mundo vibrando e ansiosos por iniciar a prova e correr e correr.

Muitos como eu, pela experiência, mas outros no sentido de superarem suas marcas, não percebi ninguém se acotovelando, muito pelo contrário, vi muitos se ajudando e todos com o objetivo terminar a prova e receber a merecida medalha.

Mas o que isto tem a ver com quem está procurando trabalho?

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Encontrar trabalho dá trabalho

Antes de começar, você tem que ter um currículo bem feito (leia-se, destacando suas competências e realizações) e, estar preparado pra entrevista (afinal, depois de batalhar pra encontrar uma vaga, você não vai querer perde-la por não se sair bem na entrevista, certo?)

O fato é que encontrar trabalho requer dedicação, tempo e atenção. Ansiedade e desespero não funcionam. Delegar aos outros tem pouco ou quase nenhum resultado.

Então qual é o segredo?

O segredo é que não tem segredo, tem estratégia! Isso significa conhecer as opções e a forma de abordá-las. Para cada meio de busca há uma ação que pode proporcionar melhores resultados.

E você vai ficar batendo cabeça, fazendo a mesma coisa de sempre, ou vai diversificar estratégias para ter melhores resultados?

Por que não planejamos nossas carreiras?

O planejamento é algo muito frequente em nossas vidas. Planejamos na empresa, as estratégias, ações, projetos, orçamentos, entre outros. Na nossa vida pessoal, planejamos viagens, festas, compra do carro, do imóvel etc.

Desde a coisa mais simples até a mais complexa, com método ou sem método, o fato é que somos capazes de fazê-lo em diferentes situações.

Então, por que não planejamos nossa carreira? Por que deixamos que decisões importantes de nossa vida sejam delegadas às empresas? Por que não temos claro o que queremos e criamos um plano para chegar lá?

Segundo Joel Dutra (1996), há uma resistência natural das pessoas em relação ao planejamento de suas vidas profissionais por encararem como algo dado e, também, por não terem sido estimuladas a fazê-lo. Isso faz com que tomemos nossas decisões normalmente quando somos pressionados, no caso de ofertas de promoção, transferências ou um trabalho novo, mas principalmente na perda do emprego.